Três funcionários da Super Micro foram acusados de conspirar para contrabandear US$2,5 bilhões em servidores equipados com chips Nvidia para a China, em um esquema que usou uma empresa intermediária do Sudeste Asiático, documentação falsa e milhares de servidores “fantasmas” para ocultar o destino dos equipamentos.
Os acusados são Yih‑Shyan “Wally” Liaw, Ruei‑Tsang “Steven” Chang e Ting‑Wei “Willy” Sun. Liaw, cofundador da fabricante de servidores, e Sun foram presos; Chang está foragido. A notícia das acusações fez as ações da empresa cair cerca de 12% na abertura do pregão.

Segundo a denúncia, bilhões de dólares em servidores que não deveriam ser disponibilizados a clientes chineses foram redirecionados por meio de uma empresa de fachada que fabricava papelada e montava milhares de unidades dummy. A acusação descreve a transferência de números de série entre hardware real e servidores‑fantasma — os investigados teriam até usado um secador de cabelo para essa tarefa —, em um esquema que teria gerado aproximadamente US$2,5 bilhões em vendas desde 2024.
O processo foi apresentado pelo Departamento de Justiça, que aponta que os réus podem enfrentar décadas de prisão, além de multas e confisco de bens. A acusação não cita diretamente a empresa como ré, apesar de Liaw ser identificado como cofundador do fabricante de servidores.
I'm sorry but this super micro thing is awful but parts of it are genuinely hilarious
They literally used a hair dryer to move serial numbers from real servers to dummy servers to throw in a warehouse and got caught on camera pic.twitter.com/Ht9gBBF7aQ
— Max Weinbach (@mweinbach) March 20, 2026
Fontes: Tom’s Hardware