O CEO da Micron, Sanjay Mehrotra, afirmou que veículos com autonomia de nível 4 podem chegar a exigir mais de 300 GB de RAM à medida que montadoras introduzirem sistemas de direção altamente automatizados.
Em relatório de resultados, a empresa registrou receita de $23,86 bilhões no segundo trimestre, um salto de 200% ante os $8,03 bilhões do mesmo período do ano anterior, impulsionado pela forte demanda por chips HBM para hyperscalers de IA e por restrições estruturais de oferta. A Micron disse que planeja expandir a produção com fábricas no Japão, em Cingapura e uma “megafab” em Nova York, projetos previstos para entrar em operação entre 2028 e 2029, e pretende aumentar a produção em 20% em 2026.

O relatório ressalta que carros autônomos são, na prática, “supercomputadores de IA sobre rodas”, exigindo memória rápida e em grande volume para processar sensores, mapas e decisões em tempo real. Veículos com autonomia L4 basicamente não precisam de intervenção humana em tarefas como ultrapassagem ou decidir quando atravessar um cruzamento, o que eleva as necessidades de computação embarcada e armazenamento.
Essa nova demanda automotiva pode agravar pressões sobre a oferta de memória no curto prazo, mas também criar um mercado de crescimento robusto no longo prazo, segundo a análise trazida pela Micron sobre as tendências do setor.
Fontes: Tom’s Hardware