Delve é acusada de enganar clientes com ‘conformidade falsa’

Uma postagem anônima no Substack acusa a startup de compliance Delve de falsamente convencer clientes de que estavam em conformidade com normas de privacidade e segurança, expondo-os, segundo o texto, a responsabilidade criminal sob HIPAA e a multas sob o GDPR.

O autor, identificado como “DeepDelver” e que afirmou ter trabalhado em um cliente da Delve, relatou ter recebido um e‑mail em dezembro alegando que a empresa havia “vazado uma planilha com relatórios confidenciais”. Em resposta, o CEO Karun Kaushik teria assegurado aos clientes que não houve acesso externo e que estavam em conformidade.

DeepDelver escreveu que a Delve “atinge sua alegação de ser a plataforma mais rápida produzindo evidências falsas, gerando conclusões de auditoria em nome de certificadoras certification mills que carimbam relatórios, e pulando requisitos importantes de frameworks enquanto diz aos clientes que alcançaram 100% de conformidade”. O post detalha ainda a entrega de “evidências fabricadas de reuniões de conselho, testes e processos que nunca aconteceram” e afirma que clientes eram forçados a escolher entre adotar provas falsas ou realizar trabalho manual com pouca automação ou IA.

A Delve negou as acusações em um post no blog, chamando a peça de “enganosa” e afirmando que ela “contém uma série de alegações imprecisas”. A empresa é apoiada pela Y Combinator e, segundo o texto, anunciou no ano passado uma Série A de $32 milhões com avaliação de $300 milhões, em uma rodada liderada pela Insight Partners.

Fontes: TechCrunch