Os 10 Melhores Filmes de Terror da Netflix segundo o METACRITIC

Saber lidar com o público nas redes sociais se tornou uma característica visceral para alavancar projetos – o carisma e a habilidade de fornecer memes faz uma troca entre empresa/produto/cliente que é só receita para o sucesso. E todos sabem que a Netflix é boa nisso. Seus filmes, suas séries, suas “chamadas de elenco” nunca deixam a desejar, sempre trazendo um carretel de novidades que atraem os olhos de todas as audiências, gerando assim um compartilhamento em massa em questão de segundos. Tornando assim a empresa uma das mais populares no ramo.

Mas nem só de carisma vive uma plataforma de streaming. No fundo da interface moram filmes assustadores de horror psíquico e até de caráter “Lovecraftiano”, e é claro que não íamos deixar vocês de fora para saberem quais são. Então fique por dentro e confira os 10 Melhores Filmes de Terror da Netflix segundo o METACRITIC!

1. Apóstolo – Nota: 62

Filmes de terror ambientados em igrejas são os mais assustadores, por algum motivo. Talvez por se tratar de um ambiente onde esperamos ver exatamente o oposto de demônios e sangue é o que acaba mexendo com nosso psicológico. Ainda assim, a cada novo ano, os estúdios sempre retratam os mesmos filmes aqui e ali, e a receita para o medo realmente funciona, levantando a tese da psicologia reversa.

Em Apóstolo (2018), Thomas Richardson parte até uma ilha isolada com apenas um objetivo: encontrar sua irmã. Lá, ele se vê diante de um culto religioso coberto pelo fanatismo do líder religioso Malcom (Michael Sheen) e seus métodos de tortura em prol do nome de Deus. Não demora até que o suspense carregue a trama, conforme os habitantes passam entre si informações sobre as verdadeiras intenções de Thomas em sua terra.

Bastante elogiado em seu ano de estreia pela abordagem diferente em filmes de gênero, a mensagem do longa reflete bastante a série de sucesso original atual com uma premissa parecida, A Missa da Meia-Noite.

2. Cargo – Nota: 65

Muito menos um terror e muito mais um filme de ficção científica futurista num cenário apocalíptico, Cargo retrata a humanidade dominada por um vírus que transforma seres humanos em criaturas horrendas. Apesar dos esforços para manter uma vida normal regada a mantimentos, a mulher de Andy (Martin Freeman) é contaminada pela doença e ele mesmo é mordido em seguida, colocando a vida da recém-nascida em risco. O pai de família então parte em uma aventura para encontrar um lar seguro antes que seu tempo acabe e ele seja obrigado a devorá-la.

O filme não se incomoda em dar sustos, expor toda a carníficina do universo pandemico, mas toda a carga tensa de “eles vão morrer ou não” e a brilhante atuação de Martin Freeman deram ao drama disfarçado de horror o lugar de tesouro nacional entre os filmes da plataforma.

3. Hush: A Morte Ouve – Nota: 67

Um filme com uma premissa tão simples anos mais tarde abriria portas para o diretor Mike Flanagan (A Maldição da Residência Hill, A Maldição da Mansão Bly, A Missa da Meia-Noite) dentro da própria Netflix. O diretor se tornou um consagrado no horror, com seus temas e histórias profundas e narrativas tão críveis que agradam os olhos dos fãs do gênero. Sua especialidade em fechar histórias de uma maneira triunfal é o grande às que a plataforma não sabia que precisava para manter a popularidade no gênero.

Neste terror de suspense, uma escritora isolada e com poucos amigos vive uma vida pacata desde que perdeu sua audição na adolescência. Em uma noite aparentemente normal, no entanto, sua vizinha é morta e um cruel assassino circula à espreita para torna-lá a próxima vítima. Desde o momento em que demora a perceber o que está acontecendo, Maddie Toung parece apenas um alvo fácil pronto para ser eliminado – é aí então que o filme dá mil reviravoltas, demonstrando que Maddie é habilidosa e capaz de se auto-defender e a transformando numa combatente a altura para o serial killer.

O filme se tornou uma febre entre os fãs de slasher e fez uma menção honrosa a atuação de Kate Siegel que viria a se tornar uma grande colaboradora do diretor em seus outros projetos.

4. Rua do Medo (Trilogia) – Notas: 67, 61, 68

Baseado nas obras de R. L. Stine, a trilogia Rua do Medo foi o grande sucesso da plataforma no ano passado com uma estratégia de marketing de lançamento dentro de três semanas. O thriller de horror conta a história dos habitantes de Shadyside na luta para se manterem em contrapé contra os ricos e nobres de Sunnyside; a repetição no final de ambos os nomes da cidade não é uma coincidência engraçada; Shadyside é alvo das maiores tragédias que a acometem ano após ano, enquanto Sunnyside continua plena e bela na desenvoltura de seus sortudos moradores.

Em meio a isso, duas ex-namoradas, Deena e Samantha, se desentendem. Samantha a trocou pelo garoto da escola rival para não desapontar a mãe, que tem altas expectativas para a garota. Durante uma noite depois de um jogo entre as duas escolas, Deena percebe que tem algo de errado quando os dois ônibus passam a se colidir e, em meio a um acidente, Samantha cai em um pedaço de terracota no meio do mato. O evento não parece nada demais, até que estranhos assassinos passam a perseguir Sam no hospital – mas não quaisquer assassinos, visto que eles voltam à vida quando mortos. Logo, o grupo precisa correr para deter uma antiga maldição que é responsável pela morte de milhares de pessoas nas duas cidades.

O filme foi um sucesso na plataforma e nas redes sociais e seu final deu um gancho para outras sequências, então é certo que ouviremos mais à respeito da franquia nos próximos anos.

5. O Último Capitulo (ou “Bela Criatura”) – Nota: 68

Mais um filme de terror onde o horror e o paranormal não são os elementos-chave para causar espanto na audiência, O Último Capitulo (originalmente chamado de I Am The Pretty Thing That Lives in The House) conta a história de Lily Saylor, uma enfermeira responsável pela idosa escritora Iris Blum. Ao ínicio, Lily faz de tudo para agradar a senhora e demonstrar auxílio. No entanto, quando acontecimentos estranhos começam a acontecer em volta da casa e a velha escritora passa a chamar a cuidadora por outro nome, as duas entram numa trama psíquica repleta de janelas para a alma e com uma trilha de segredos que ,quem assiste, tem o dever de desvendar.

Bastante elogiado pela escolha de seus cortes, suas sequências de cenas paradas e – sobretudo – a poesia presente no roteiro, o filme estreado em 2016 é um bom exemplo do que a plataforma é capaz de proporcionar de bom para os fãs do gênero.

6. A Babá – Nota: 69

Sentando no lugar de maior filme trash dessa lista, A Babá, apesar de ter uma premissa simples e genérica foi bem recebida pelo público. O filme e a sua sequência, A Babá: Rainha da Morte, são a prova de que a Netflix consegue trazer um material orginal e bem feito ao mesmo tempo em que comporta o tipo de produto-modelo que tanto vende em seu catálogo.

A produção é sobre Cole (Judah Lewis) e a sua intensa admiração, já indicada pelo título, pela babá, Bee (Samara Weaving) em uma clara paixonite aguda de adolescente pela adulta responsável. Depois de ser questionado por uma amiga, Cole decide ficar acordado até tarde para ver o que Bee está aprontando com os amigos mais velhos e… não poderia ficar mais surpreso. A Babá se revela a líder de um grupo satânico que quer realizar diversos sacrifícios em nome do diabo. E por mais cômico e engraçado que essa reviravolta torne todo o filme, a trama trabalha bem balançando o humor e as cenas slash fazendo uma ode ao clichê, mas jamais não admitindo isso.

O filme tem Bella Thorne e Robbie Amell no elenco, como os amigos da babá satanista.

7. 1922 – Nota: 70

Baseado em um conto de Stephen King, presente em uma de suas famosas coletâneas, (Escuridão Total Sem Estrelas)1922 é uma das mais bem-avaliadas adaptações da Netflix. A fidelidade da história, além da narrativa poética e assombrosa com que foi feita é uma das características mais promissoras do filme original.

A trama começa direta com o fazendeiro Wilfred James (Thomas Jane) admitindo o assassinato de sua mulher, Arlette James (Molly Parker) e em seguida armando um plano para arrastar seu filho, Henry (Dylan Schmid) para se livrar dela antes que Arlette consiga vender a fazenda deles. Depois que o ato é cometido, Henry é diluído pela culpa enquanto Wilfred tem que arcar com as ínumeras suspeitas que recaem sobre a sua cabeça. Como é uma obra de King, não demora muito até que os elementos sobrenaturais preencham a história, trazendo a esposa de volta do mundo dos mortos preenchida de ratos e de uma vingança que vai terminar de vez com a vida da família.

O suspense arrastado, combinado a atuação dos atores e a ótima direção de filmagem ambientando uma história de época, torna o filme uma ótima pedida para quem gosta de um terror além do tradicional jump scare.

8. Cam – Nota: 71

Elogiado no Fantasia International Film Festival e ganhador dos prêmios “Melhor Longa-Metragem” e “Melhor Roteiro” em 2018, esse suspense da Netflix em parceria com a Blumhouse Studios é um dos maiores tesouros da plataforma no campo de filmes de arrepiar.

Cam segue a vida e rotina de glamour e sucesso de uma cam-girl – uma vendedora de entretenimento sexual na internet por meio da webcam. Tudo parece normal, mesmo após um usuário fazer pedidos estranhos aos quais ela atende um pouco relutante. Até o dia em que ela é supreendida pela falha de acesso em sua conta onde divulga seus vídeos e conteúdos. Ao contatar os responsáveis pelo site, Alice (Madeline Brewer) pensa de primeira que seus vídeos estão sendo repetidos, ou pelo site ou por outro usuário. E é aí que a vida puxa seu tapete: uma mulher idêntica a ela toma sua vida, personificando a personagem que ela construiu na interface.

Em uma trama de suspense, sangue e com um desfecho que arrancou admiração de vários assinantes, o terror ganha o terceiro lugar nessa lista de melhores filmes de terror.

9. Jogo Perigoso – Nota: 77

Mais uma adaptação baseada na obra de Stephen King de nome homônimo, Jogo Perigoso segue plenamente sendo um dos melhores filmes de terror do aplicativo desde a sua estreia em 2017. Com Bruce Greenwood e Carla Gugino o longa é dirigido pelo já famoso dessa lista Mike Flanagan, com quem Gugino contraceneria em mais dois filmes de terror.

A adaptação é a história de uma mulher que tenta reacender as chamas da relação com o marido. Quando ele morre bem na sua frente logo após algema-lá na cama, a protagonista se vê desesperada e aterrorizada com o que pode acontecer estando sozinha no meio do nada onde alguém parece observá-la. Não demora muito até que a fome, a desidratação e o pânco se instalem e façam com que a mulher comece a ter “alucinações” uma vez que nem tudo que ela defina como criações da sua mente deixe de ser real apenas por esse motivo.

Em uma viagem para o terror psíquico, o filme ainda continua sendo uma das filmagens mais aclamadas da era do retorno de King para os cinemas; uma vez que no mesmo ano ele esteve de volta com as adaptações de outros dois livros seus: It – A Coisa e A Torre Negra.

10. Aniquilação – Nota: 79

Outro longa da década passada que continua sustentando seu sucesso, Aniquilação ganha o pódio entre o melhor filme mais bem avaliado da plataforma Netflix. Apesar de conter elementos de ficção científica por todo o lado, a trama apresenta um gênero mais profundo do terror que ainda estamos aprendendo a nos adaptar com produções que saem aqui e ali: O Horror Cósmico.

Esse tipo de terror vai mais além do que seitas, vultos à espreita no escuro ou um cenário apocaliptíco causado por uma doença capaz de jogar toda a humanidade nas sombras é capaz. Não. O que é feito na obra estrelada por Natalie Portman, Thessa Thompson, Jennifer Jason Leigh, Gina Rodriguez e Oscar Isaac é algo completamente diferente que não consegue nem ser mecionado – a própria definição de horror cósmico, por assim dizer. O mal que emana à espreita não tem raíz nas mãos do diabo, mas sim do conhecimento de quão vasto nosso universo é – e o quanto esse “desconhecimento” pode ser fatal uma vez que reconhecemos isso.

No suspense, Portman dá a vida a bióloga Lena, cujo marido desapareceu após uma expedição misteriosa ordenada pelos militares. Em uma noite, Kane (Oscar Isaac) volta para casa, mas está diferente e estranho. Após as forças inteligentes do país isolarem ele, Lena tenta descobrir o que Kane pode ter visto que resultou em seu estado catatônico. Assim, ela parte em uma missão com outras cientistas de outras áreas atrás de uma espécie de “domo” que está crescendo nas vegetações do país. No minuto em que o grupo atravessa a barreira, as coisas começam a ficar interessantes a medida que cada uma tem um encontro fatal com as forças altamente poderosas que tomaram conta da zona.

Uma grande ressalva para o filme, além da representatividade feminina que flui de maneira sincera com o roteiro, são os visuais do encontro entre uma das criaturas que vivem no lugar misterioso com a protagonista, que tornam a cena uma das mais magníficas e inesquecíveis do cenário audiovisual. Vale a pena conferir!

Matheus Martins

Escritor, 25 anos, apaixonado por literatura e Stephen King. Teve um exemplar jogado na própria cabeça como incentivo e hoje afunda a cabeça em cubículos do Call Center. À noite, as máquinas ligam e ele dá vida às palavras e histórias que alugam um triplex na sua cabeça.