Os jogos mais bugados da história

Os jogos mais bugados da história

A gente sabe que têm alguns jogos que não somente não saem exatamente como anunciados em gameplays, como também ficam piores quando esses títulos aparecem de forma visualmente decepcionante. Cheios de bugs, inconsistências de tirar os nervos e até alguns que chegam a dar crise de ansiedade só de pensarmos em não conseguir ultrapassar uma fase por conta de uma falha técnica da equipe.

Pensando nessa presepada dos desenvolvedores, hoje o Pixel Nerd irá abordar os jogos que ficaram mais marcados na história sendo bugados.

Skyrim, The Elder Scrolls

Vá até o bar e se depare com um barman sem cabeça!

A primeira impressão é a que fica. E com Skyrim, o game de modalidade RPG da Betheseda, a impressão que o jogo dá é que nem sempre um título com grande história, rica em detalhes e o quinto de sua franquia vai apresentar uma qualidade perfeita só porque nossas expectativas correspondem a essa possibilidade.

Na antiga porém mística Tamriel, os jogadores deram de cara com todo tipo de falhas desde NPCs desrespeitando a lei da gravidade e objetos interagindo de maneira confusa com o seu corpo. Em Skyrim, pessoas voam, aldeões entram dentro da água e outros personagens não fazem tanta ideia do que fazer quanto você ao melhor estilo Free Guy com Ryan Reynolds. Quando o game explodiu com seus diferentes exploits, os players prestaram atenção ao modo como os elementos do jogo parecem estar por toda parte sendo sugados, atravessados ou, no caso de um dragão, sofrendo uma convulsão numa das suas tentativas de dançar um break (pelo menos era o que se achava que a criatura estava fazendo). Vá até um bar e se depare com um barman sem cabeça.

Porém, mesmo com esses erros rudes, Skyrim é um daqueles casos em que se fica impossível se amar e odiar tudo ao mesmo tempo, já que alguns fãs não veem o jogo sem a característica que o torna imperfeito, o que torna o jogo proporcionador de várias risadas, momentos inesquecíveis e, claro, uma fidelidade quase que garantida.

Assassin’s Creed: Unity

Que bugmântico! Ops, quis dizer romântico!

Mas ter uma miríade de defeitos nem sempre vai ser uma característica a ser olhada com bons olhos pelo público gamer. É o caso de Assassin’s Creed: Unity, ou AC Unity para alguns (ou, quem sabe, AC Bugty para alguns, hehe). O título da Ubisoft apresenta uma gama de problemas que se não nos dão vergonha alheia chocam imensamente por conter falhas visuais tão evidentes que não tem nem como olhar para o lado e fingir que não viu.

Enquanto alguns gamers podem rodar o jogo esperando se aprofundar no arco histórico do looteador Arno, antes eles encontrarão resistência em não prestar a devida atenção a fileira de defeitos com que o jogo apresenta. Em AC Unity, os NPCs tentam te atacar, mas acabam enfrentando paredes ou simplesmente não se movimentando. Em outro caso personagens aparecem sem rosto nenhum, com a carne graficamente toda exposta deixando qualquer um pensar por um momento que os desenvolvedores do jogo tiveram uma aspiração thriller antes de trabalhar no game. Na categoria bizarrice o título tem tudo, desde pessoas andando pelo ar, correndo de maneira esquisita com metade do corpo delas no chão, ficando totalmente pretas sem explicação alguma. A habilidade de salto na franquia Assassin’s sempre foi algo destacado, mas no caso de Unity você pode acabar desviando de um telhado, acabar no solo e ir parar em outra dimensão cheia de folhas e elementos que não fazem o menor sentido.

Os jogadores apontaram alguns erros também presentes em partidas online com travamentos onde NPCs ficavam simplesmente sem ações ou o próprio Arno acabava paralisado sem poder se mover ou progredir para uma outra fase em busca de dar andamento ao game, algo que chega a ser frustrante sem nenhuma maneira engraçada.

Goat Simulator

Er… bééé?

Em alguns casos, talvez conter bugs possa ser visto não só como uma falha, mas também como estratégia de marketing. Goat Simulator dá uma aula de como trabalhar esse tema e por isso recebeu um lugar especial nessa lista. Pode até parecer engraçado (o que tem toda intenção de ser), mas o jogo da Coffee Stain Studios foi desenvolvido exatamente para ser assim.

Em Goat o jogador será apresentado a exploits de todo tipo: NPCs atravessando paredes, telhas, cercas ou se contorcendo de uma maneira que chega a não só beirar a esquisitice, mas incorpora-lá dentro do game. A Cabra será o grande condutor de todas essas presepadas, arrastando pessoas com o dobro do seu peso e entrando em colapso durante todo o gameplay. Ao contrário dos outros títulos apresentados nessa lista, os problemas apresentados ajudam na acumulação de pontos e jamais apresenta qualquer tipo de crash sério durante a jogabilidade, o que meio que casa com a proposta inicial do game.

Rocky

Não tenho nem palavras pra definir essa obra de arte.

Um título para Playstation 2, Rocky leva uma coleção de fãs em seu repertório de filmes. Porém, no campo dos videogames, pode ter dado inicio a uma maldição muito difícil de quebrar: os bugs assombrosos que acompanham o título.

O jogo de box luteador começa dando erros por toda parte que quase fica impossível atingir sua marca principal já que os personagens são colocados tão próximos durante as lutas que acabam por nem mesmo acertá-los de verdade. Depois, em outro caso, assim que a luta termina seu personagem escolhido continuará parado ali por um tempo (talvez esperando que o adversário se levante? eu acho que não). A plateia some e desaparece como num truque de mágica e os rostos, bem, talvez os desenvolvedores devessem ter pensado em uma alternativa melhor se não iam trabalhar bem nos traços dos personagens depois que eles tomam uma surra. A visão é assustadoramente bizarra!

Mass Effect Andromeda

Com sede? Talvez devesse tentar pegar um copo antes!

Para alguns jogadores, desbravar o mundo no qual eles se empenham horas para finalizar pode ser uma tarefa muito delicada se encontrarmos algum problema no processo. Agora imagine que depois de horas e horas de imersão, produção e trabalho você esteja perto de concluir seu game 100%, mas algo simplesmente… trava.

Foi o que aconteceu com boa parte dos compradores de Mass Effect Andromeda, um jogo sci-fi de tiro em terceira pessoa que, apesar de ser bom graficamente e ter recolhido uma série de fãs com o seu lore, contém um passado um tanto assombroso para todos os envolvidos. O problema foi um erro do game que não deixava os jogadores consertarem o escudo do Nomad, um veículo, que acaba impedindo que qualquer um zere o jogo de uma vez. Para o título da Bioware, o glitch acabou chamando a atenção do produtor Michael Gamble no ano em que a notícia se espalhou que acabou até se pronunciando com os fãs insatisfeitos no twitter:

Cyberpunk 2077

Tão futurístico!

Cyberpunk foi um daqueles jogos que causaram alvoroço quando chegaram ao conhecimento do público. Foi apresentado pela artista Grimes durante o Game Awards com a performance da música 4AEM, teve Keanu Reeves dando vida a um dos personagens. Enfim, houve toda uma movimentação. Porém, ninguém fazia ideia das surpresas que baixar o jogo daria a alguns players e este, minhas senhoras e senhores, é o verdadeiro alvoroço em torno do assunto.

Acontece que o jogo publicado pela CD Projekt apresentou e apresenta uma série de falhas que ainda não foram completamente corrigidas. Os erros simplesmente não param de surgir, desde feições de personagens aparecendo pela metade ou totalmente granuladas, personagens que se levantam sozinhos de suas motos e carros que atropelam seus próprios motoristas. NPCs também não fogem da categoria subindo no ar e descendo repentinamente, ou simplesmente sendo atropelados e desaparecendo inexplicavelmente ao invés de serem atropelados. Outro usuário relatou atirar uma bomba do outro lado da rua e os motoristas deixarem seus carros, mas serem abduzidos de uma forma inexplicável (talvez sejam os OVNIs do bug).

Em uma questão mais séria, até fevereiro deste ano o game estava apresentando falhas no seu novo patch de atualização 1.5 com demora no carregamento quando se inicia o jogo. Isso deixa muitos questionando a qualidade do jogo e tornando o que devia ser um masterpiece na verdade algo muito superestimado.

Bugs são normais e acontecem o tempo todo. Mas você sabe algum que te deixou desconcertado? Ou te fez rir bastante? Conte aí nos comentários e nos deixe saber!

Matheus Martins

Escritor, 25 anos, apaixonado por literatura e Stephen King. Teve um exemplar jogado na própria cabeça como incentivo e hoje afunda a cabeça em cubículos do Call Center. À noite, as máquinas ligam e ele dá vida às palavras e histórias que alugam um triplex na sua cabeça.