Por que Dragon Ball GT não é canônico?

Por que Dragon Ball GT não é canônico?

Dragon Ball GT fez parte da infância de muita gente, porém, dividiu muito o público entre os fãs que gostaram de mais uma aventura de Goku e os que odiaram por não seguir como Dragon Ball Z. Esses dois lados levantaram a seguinte questão: Por que Dragon Ball GT não é canônico?

O que é Dragon Ball GT?

Goku e Pan| Divulgação/Toei Animation
Goku e Pan| Divulgação/Toei Animation

Primeiramente precisamos conhecer um pouco sobre esse pedaço da franquia Dragon Ball. O anime Dragon Ball GT ou Dragon Ball Grand Touring foi iniciado no dia 7 de fevereiro de 1996, uma semana após o término de Dragon Ball Z.

A história é dividida em 4 diferentes sagas: Viagem Pelo Universo, Saga de Baby, Saga do Super Android 17 e Saga dos Dragões Malígnos. O anime também foi o menor da série com 64 episódios.

História

Goten e Trunks em Dragon Ball GT | Divulgação/Toei Animation
Goten e Trunks em Dragon Ball GT | Divulgação/Toei Animation

Dragon Ball GT se passa cinco anos após o final de Dragon Ball Z. A história começa quando o vilão do clássico, Pilaf, transforma Goku em criança novamente, utilizando as Esferas do Dragão Negras. As Esferas se espalham e Trunks, Pan e Goku criança precisam ir atrás de todas em até um ano, caso contrário o planeta onde o desejo foi feito será destruído.

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Por que não é canônico?

Abertura Dragon Ball GT | Divulgação/Toei Animation
Abertura Dragon Ball GT | Divulgação/Toei Animation

A polêmica sobre se Dragon Ball GT é uma sequência oficial de Dragon Ball Z certamente se estende por anos, mas foi esclarecida há muito tempo. Um dos argumentos de quem considera a obra uma história paralela é a desconexão com as sagas originais.

Mas o criador da série, Akira Toriyama explicou tudo em uma carta para os fãs que vinha junto com a Dragon Ball GT DVD Box: Dragon Box GT “Dragon Book” em 15 de junho de 2005, e que foi traduzida posteriormente pelo site estrangeiro Kanzenshuu.

Carta de Akira Toriyama para os fãs | Divulgação/Kanzenshuu

O criador não estava diretamente ligado a produção de Dragon Ball GT . Akira Toriyama participou apenas do desenho de alguns personagens, nome e logo da obra, projetando o elenco principal e na criação de algumas máquinas.

Essa saga paralela de Dragon Ball foi uma continuação criada pela própria equipe do anime de Dragon Ball na Toei Animation. A produtora queria prolongar mais a obra graças ao sucesso da saga clássica e Z. Há outra prova clara de que DBGT não é canônico.

Segundo o autor, “Dragon Ball GT é uma grande história paralela do Dragon Ball original , e ficarei feliz se assistirmos e nos divertirmos juntos.”, confirmando que a obra está muito longe das obras originais do autor. 

Akira não seguiu produzindo conteúdo para a série após o fim de Dragon Ball Z, pois, de acordo com ele: “o pessoal do anime na TV queria continuar um pouco mais, mas eu [simplesmente não poderia fazer] mais do que isso … E então, deixei o anime Dragon Ball completamente por conta da equipe do anime, história e tudo. Isso foi Dragon Ball GT.”.

O que fica no final?

Goku se despedindo em Dragon Ball GT | Divulgação/Toei Animation
Goku se despedindo em Dragon Ball GT | Divulgação/Toei Animation

Mesmo com todas as polêmicas, DBGT teve muitos pontos altos e fizeram a infância de muitas pessoas. Segundo alguns, o anime tem a melhor abertura de toda a série, que cá entre nós, todo mundo no universo otaku conhece.

Além da memorável música, presenciamos uma das mais elogiadas transformações, o Super Sayajin 4, e um final que faz muitos chorarem e se arrepiarem até hoje.

Dessa forma, espero que tenham entendido o porque Dragon Ball GT não é canônico. Não se esqueçam de comentar sobre a obra com a gente!

Gabriel Cavalheiro

Redator de conteúdo no nicho de games. Devorador de jogos indies, mobile e de Mega Man.