Os 5 Filmes Mais Premiados da História

Os 5 Filmes Mais Premiados da História

Ainda faltam dois meses até a premiação principal de filmes e cinema do ano, o Oscar 2022. Adiado para três meses, o evento irá reunir as melhores produções e atuações em longas estreados em 2021, dentre elas a de Kristen Stewart que teve sua primeira indicação da carreira por Spencer, filme baseado na vida da princesa Diana.

A nomeação até faria história em sua nonagésima quarta edição indicando duas atrizes de peso, como a cantora e atriz Lady Gaga em House of Gucci, mas essa semana foi informado que a intérprete de Chromatica infelizmente não foi reconsiderada dessa vez.

Indicações e apostas perdidas de lado, é chegada a hora de aproveitarmos para conhecer os 5 maiores filmes mais premiados da história!

1. Titanic (11 estátuetas de 14 indicadações) 1997

Dono de um dos maiores legados no cinema, Titanic de James Cameron marcou uma geração com sua história emocionante, atuações tocantes e um romance épico que reverbera até hoje em diferentes produções que tentam reproduzir o mesmo efeito extraordinário que o gênero conseguiu conquistar: uma trama envolvente, cheia de cenários ricos, boa direção e uma trilha sonora potente que vive até hoje na memória de muitos.

Estreado em 1997, o longa conta a história de Jack e Rose, uma jovem de origem rica e um artista livre. Os dois conseguem embarcar no gigante Titanic, conhecido mitologicamente como incapaz de afundar, mas de maneiras distintas: ela por seu contato com a riqueza, ele graças a um jogo de pôquer. Por um descuido do destino, os dois personagens se encontram diversas vezes pelo navio, desafiando os papéis em que foram impostos enquanto caem numa paixão avassaladora.

Todos conhecem a história. E por mais que não conheçam, o filme ainda é listado como um dos melhores dos tempos, atraindo novas gerações para o clássico. A direção com os melhores efeitos visuais, assim como figurino, melhor montagem além de outros elementos servem de exemplo também para o tipo de excelência que uma obra superproduzida precisa para substituir o legado deixado pelo mesmo. Não a toa o longa ganhou onze prêmios de catorze ao qual foi indicado, fazendo história e varrendo o Oscar em 1998.

2. Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei (11 estátuetas, 11 indicações) 2003

Imaginar que um filme de alta fantasia ocuparia o lugar entre os filmes que mais carregam premiações até hoje é pensar em produções como Game of Thrones ou o mais recente A Roda do Tempo e pensar no potencial que o gênero tem de trazer grandes prêmios para casa, se bem orquestrado.

O terceiro filme da saga Senhor dos Anéis conseguiu realizar esse feito, com uma superprodução elogiada bastante pelos fãs de mundos medievais e servindo de inspiração para ínumeros colecionáveis, jogos de tabuleiro e de RPGs – famosos núcleos da cultura geek.

Inspirado nas obras de J. R. R. Tolkien, a história tem como foco central a viagem de Frodo, portador do anel do poderoso vilão Sauron, e sua corrida para destruí-lo no lugar onde o mesmo foi forjado antes que as forças das trevas do maiar dominem a mente e corpos de cada habitante da terra média. O capítulo final da trilogia foi eleito uma das duas melhores produções da franquia pelos fãs por conseguir passar para a tela em 2003 toda a carga emotiva que a conclusão da obra exigia em seus acontecimentos no campo literário.

Dirigido por Peter Jackson, O Retorno do Rei foi gravado simultaneamente com seus dois filmes anteriores, uma manobra de direção bastante elogiada por poupar o orçamento. Seus efeitos visuais – impressionantes para a época – impressionaram a crítica, assim como outros elementos: maquiagem e penteados, fotografia, roteiro e direção, melhor som e edição. Todos esses detalhes acompanhados de uma trilha sonora original magistral.

Não só aos olhos da crítica a obra fez sucesso como também atingiu a marca de 1, 1 bilhão de dólares nas bilheterias, levando consigo seus dois primeiros volumes para o Oscar a mesma indicação de “Melhor Filme” (o qual ganhou). Pelas boas atuações entregues no elenco, o longa revelou diversos nomes para papéis importantes em Hollywood como Elijah Wood (Dirk Gently’s), Orlando Bloom (Piratas do Caribe), Cate Blanchett (Oito Mulheres e um Segredo), Ian McKellen (X-men) e Liv Tyler (The Leftovers) que continuam a ter relevância em produções atuais.

3. Ben-Hur (11 estátuetas, 12 indicações) 1959

Empatando com outras produções no lugar de filmes mais premiados da história do cinema, esse épico considerado bíblico dos anos sessenta foi o primeiro longa a atingir a marca de estátuetas que segue como um recorde a ser quebrado até hoje. Seu investimento caro, suas sequências famosas que preencheriam as telas de tevê a cabo em tantas reprises durante a Páscoa anos mais tarde tornam Ben-Hur algo bem mais do que apenas um antigo a ser aclamado.

O significado de grandeza segue Ben-Hur – o que coincidentemente tem contraste com sua história. Sob o domínio dos romanos, o príncipe Judeu, Ben-Hur, sofre um golpe e se torna escravo de seu velho amigo de infância, Messala. De sua prisão uma vingança é planejada e colocada em ação quando ele desafia o ex-oficial agora governante para uma corrida que definirá o futuro da terra santa. Com a morte de Jesus colocada no plano de fundo, o título ganhou fama de filme evangélico e está listado como um dos únicos filmes estadunidenses a fazerem parte da categória religiosa do Vaticano.

Seu invesmentimento custou milhões de dólares – maior valor embolsado para a época -, teve rolos e rolos de filmes impressionantes usados além de mais de nove anos de produção, superou o maior campeão de estátuetas de seu tempo (Gigi), tudo isso se consolidando como um sucesso de bilheteria. Além de entregar premiações de “Melhor Ator” e “Melhor Ator Coadjuvante” para ambos Charlton Heston e Stephen Boyd – esse último conseguindo o feito no Globo de Ouro no mesmo ano – que contracenaram as cenas de ação com suas próprias acrobacias.

4. Amor, Sublime Amor (10 estátuetas, 11 indicações) 1961

Com uma adaptação mais recente estreada no ano passado, Amor, Sublime Amor (1961), levou diversos prêmios por “Melhor Ator Coadjuvante”, “Melhor Atriz Coadjuvante”, “Melhor Direção de Arte”, “Melhor Fotografia” e os mais importantes como “Melhor Direção” e “Melhor Filme”, além de outros.

Considerado um Romeu & Julieta dos tempos modernos – modernos para a época, claro -, o romance foi um musical de sucesso da Broadway que conta a história de amor entre dois membros de gangues que seguem divididas em Nova York, Toni (Richard Beymer) e Maria (Natalie Wood). Em meio a uma guerra de valores e princípios, os Sharks e os Jets lutam pelo território em uma periferia desfavorecida por questões étnicas. Esta sendo explicada: os Jets, brancos, se julgando merecedores do lado Oeste da cidade descendentes de anglo-saxônicos e os Sharks, porto-riquenhos ainda mais desfavorecidos que o primeiro grupo. A situação complica mais ainda para o casal com Bernardo (George Chakiris) sendo irmão de Maria e líder dos Sharks.

As cenas de luta são demonstradas por meio da dança, compondo toda a história por meio da música. Estas que ficaram marcadas nas memórias de fãs e entusiastas de peças teatrais.

Infelizmente, o filme pecou na representatividade escalando atores brancos para viver a gangue porto-riquenha do lado Oeste de Nova York, fato que só foi reparado com a nova obra de Steven Spielberg em 2021. No lugar de atores que consagraram com estátuetas, o musical deu aos seus dois coadjuavantes, Chakiris e Rita Moreno, esta última voltando como produtora da nova reeleitura.

5. Gigi (9 estátuetas, 9 indicações) 1958

Não há nada de muito interessante que releve Gigi nessa lista – além do quesito produção – e a razão para isso se dá pelo fato de que muitos acreditam que sua varredura de prêmios foi desmerecida. Com uma mensagem polêmica sobre pedofília em uma de suas músicas iniciais (“Thank Heaven for Little Girls“, Obrigado aos céus por garotinhas, traduzido para o português), sem dúvidas não tem como negar os motivos que fazem ser de fácil entendimento a tantos prêmios que o filme levou.

Em sua época de estreia, nem todos os filmes de grande produção épico conseguiam ser criticados; não por conta da falta de conhecimento sobre temas problemáticos, mas pela posição política de muitos envolvidos em premiações que apenas banalizavam títulos que os desfavoreciam de alguma forma ou não eram um agrado para os olhos, como Gigi conseguia ser com seus acontecimentos em Páris servindo de fundo para uma peça que deveria ser vistoriada.

Voltando para o vencedor de Oscar, a trama mostra a vida da garota que leva o título-nome e seus preparos para se tornar uma mulher na alta sociedade nas mãos de suas parentes. O ricaço Gaston faz seu papel como o homem namoradeiro que se torna um romântico incurável assim que Gigi demonstra sinais de ser a mulher “madura” com quem ele deva ficar. Tirando a premissa de lado, os detalhes da produção foram bastante elogiados por seus figurinos magníficos, seus cortes e cenas inteligentes que conseguem passar a atmosfera daqueles cuja elite é mais falada da alta sociedade. Não a toa, o longa levou os grandes prêmios em todas as categorias ao qual foi indicado: “Melhor Filme”, “Melhor Direção”, “Melhor Edição”, “Melhor Roteiro Adaptado”, “Melhor Fotografia”, “Melhor Direção de Arte”, “Melhor Figurino”, “Melhor Música Original, “Melhor Mixagem de som”.

Muito embora ainda seja lembrado até hoje como não-merecedor desses prêmios, o filme completa essa lista de 5 filmes mais premiados da história!

Matheus Martins

Escritor, 25 anos, apaixonado por literatura e Stephen King. Teve um exemplar jogado na própria cabeça como incentivo e hoje afunda a cabeça em cubículos do Call Center. À noite, as máquinas ligam e ele dá vida às palavras e histórias que alugam um triplex na sua cabeça.